6.7.09
5.7.09
Vida à beira do canal
Aquele casal chegou num dia de sol no verão de Amsterdã. Eles
desembarcaram com uma filhota e um moleque sob o céu azul do
Schiphol.
Foram direto pra casinha já os esperando num dos canais da cidade.
Os vizinhos de cima eram de origem africana e falavam francês, e os
de baixo, típicos holandeses. Todos tinham filhos e logo a pequena,
com seus cabelinhos castanhos se juntou ao pixaim dos neguinhos de
cima e com os cachos loiros do batavinho de baixo.
O moleque se misturou aos outros moleques da vizinhança e estava
assentada uma família numa vizinhança alegre e mista, culturalmente
rica, interessante.
Tudo corria perfeito, os papéis todos prontos, o emprego sonhado, o
canal bucólico.
Pra ser mais exato, quase tudo perfeito, pois sempre tem alguma
coisa pra obscurecer a luz da felicidade da gente. E neste caso,
havia baratas.
Baratinhas francesas, como foram chamada por um amigo alemão, que
veio de visita na mansão do sonho.
No começo se desculpavam afirmando que, pelo menos, não eram aquela
baratonas voadoras e enormes do Brasil, mas baratinhas amarelinhas e
minúsculas.
Mas depois, a quantidade aumentou tanto que as baratinhas, não
somente andavam por todos os lados da casa, mas também pelos
pensamentos do casal, o tempo todo.
Não adiantaram as armadilhas de plástico, as chineladas, as
reclamações de toda hora. Os inseticidas holandeses pareciam
deixá-las mais doidinhas. No fim, elas se viciavam e pediam mais.
Tentaram de tudo, mas exterminá-las, nenhum sinal.
Resolveram conviver com a situação, para não ficarem loucos. Mas
mesmo assim, ela jurava que ouviu as baratinhas cantando.
Ele perguntou se ela havia experimentado uma canabis holandesa,
tamanho o delírio que era ouvir baratas cantando. Mas, era verdade
que elas cantavam, sim. Não era só imaginação dela, não. Elas não só
cantavam, em francês, como também dançavam can-can, em animadas
noitadas pela casa enquanto a família dormia.
A cada dia elas ocupavam mais espaço. No começo, passavam pela sala
sem pedir licença, depois já estavam mudando o canal da TV e por
fim, e ficavam até altas horas no computador em salas de conversa
pela internet.
Mas o pior mesmo, foi no dia que ele pegou seu moleque jogando
vídeo-game com uma barata filhote. A criança alegou que o
baratinho ali conhecia todos os truques e “cheats” do seu jogo
preferido.
Ele, até ciúmes das baratas teve, quando ficava esperando-a na cama,
até que ela acabasse a conversa com uma barata macho, grisalho, de
terno e jeans, de conversa fácil. Ele perguntava o que ela via nele,
e ela só respondia, que ele era um “barato”.
O casamento deles já estava por um fio, e numa noite que o barateado
se divertia na sala rindo e cantando, (La cucaracha, ya no puede
caminar, porque no tiene, porque le falta, marijuana que fumar), ele
puxou-a para um lado para conversarem no quarto.
Salvaram o casamento numa noite cheia de declarações. Ela afirmando
que não iria deixá-lo, que ele não se preocupasse, aquilo era só um
ciúme barato, e ela ainda aproveitou pra pedir pra ele parar de
ficar olhando as pernas daquelas adolescentes baratas que cruzavam a
casa. Ele argumentou que era impossível não ver, dado à quantidade
de pernas que possuíam as baratas-mocinhas.
E chegaram também à conclusão de que deveriam fazer algo para
arrumar aquela situação, mas isso vai ficar pra próxima crônica, que
o feijão tá no fogo.
30.6.09
29.6.09
Sao Paulo
22.6.09
Uma foto por dia
Quando você não entende nada de uma língua, qualquer letreiro pode parecer interessante, por mais trivial que seja.
Update: Ostrava photo uploaded to the FOTOLOG.
20.6.09
A FABRICA ABANDONADA
19.6.09
Sozinho em Ostrava
A solidao e' tanta
que ela propria
ja' nao me aguenta
e ninguem me toca
no restaurante
sozinho num canto
por fora silencio
por dentro um pranto
na frente um prato
dentro a salada
colorida e calada
eu a como
e ela nao me diz nada
Ao sair la fora
a tarde turva
a paisagem molhada
lagrimas de chuva
O pouco do sol que restava
pintava de amarelo Ostrava
a noite ia tingindo o ceu de azul
ate que o escuro ocupasse tudo
carreguei a solidao pro quarto do hotel
disfarcei a tristeza ligando a tele
o sono me levou pra dentro de um abrigo
e num sonho suave e leve
eu sonhei estar contigo
que ela propria
ja' nao me aguenta
e ninguem me toca
no restaurante
sozinho num canto
por fora silencio
por dentro um pranto
na frente um prato
dentro a salada
colorida e calada
eu a como
e ela nao me diz nada
Ao sair la fora
a tarde turva
a paisagem molhada
lagrimas de chuva
O pouco do sol que restava
pintava de amarelo Ostrava
a noite ia tingindo o ceu de azul
ate que o escuro ocupasse tudo
carreguei a solidao pro quarto do hotel
disfarcei a tristeza ligando a tele
o sono me levou pra dentro de um abrigo
e num sonho suave e leve
eu sonhei estar contigo
16.6.09
Antes da tempestade
15.6.09
Passeando na Republica Checa
14.6.09
13.6.09
12.6.09
11.6.09
9.6.09
8.6.09
5.6.09
Blogueiro em Ostrava - Republica Checa
Durante este mes, este blogueiro que vos bloga estara trabalhando na cidade checa de Ostrava.
Eh a terceira maior cidade deste pais checo.
Uma pequena cidade, nela mesmo nao ha muito pra ver, por isso eu creio que com um par de postagens terei coberto todos os assuntos daqui.
A primeira coisa que se nota aqui eh que nao ha muitos estrangeiros.
Pouquissimas pessoas falam ingles mas nem por isso estarei aprendendo nada da lingua checa, que convenhamos, eh complicada.
Metade das palavras parecem estar fazendo indicacao a genitalia feminina, um quarto parecem estar xingando a mae e os outro quarto parecem se referir a genitalia masculina.
Mas a cerveza na biroska eh muito barata e a comida tambem.
Ainda mais quando eh paga pelo patrao.
Onde comi bife de canguru, mas nem por isso sai pulando.
Carne muito boa por sinal, apesar de eu sempre ter visto os cangurus como animaizinhos simpaticos de desenho animado, mas eu lhes garanto, sao gostosos os bichinhos.
Carne vinda direto da Australia.
Acima uma foto de uma parte da cidade. Uma parede lateral de um predio pintada com uma igreja ao fundo.
29.5.09
Fotografia.
Participando de um concurso de fotografia,
Minha fotos aparecem aqui.
São as fotos com o texto
Kleur en Architectuur
Rond de Bijlmer en zijn unieke en kleurijke Architectuur.....
Apesar de que os fotos foram compostas com a união de 3 fotos dentro de um só (HDR), e isto não é permitido pelas regras do concurso, elas fazem parte da página principal, mesmo assim.
Enquanto isso, colecionei todas as fotos feitas pela web cam no vídeo abaixo:
Kleur en Architectuur
Rond de Bijlmer en zijn unieke en kleurijke Architectuur.....
Apesar de que os fotos foram compostas com a união de 3 fotos dentro de um só (HDR), e isto não é permitido pelas regras do concurso, elas fazem parte da página principal, mesmo assim.
Enquanto isso, colecionei todas as fotos feitas pela web cam no vídeo abaixo:
28.5.09
O Tenebroso Teatro
No teatro das peças descabidas,
em toda sessão à platéia era servida
café frio e sem açucar
para que a obra que ali se representasse,
parecesse mais doce.
Chovia sempre que houvesse espetáculo
e o palco estava sempre molhado
das goteiras
e do sangue dos dramas assassinos.
A platéia que ali frequentava
era composta de almas comprometidas:
Umas se viam como personagens
e outras não possuíam mais vida.
27.5.09
Prédio da Secretaria de Estado da Educação - São Paulo
19.5.09
A foto do meu avô
Meu avô, João Querino da Silveira certa vez enviou este cartão postal pra mãe dele, a dona Maria Elizia, minha bisavó.

Ele é este cara mais alto de chapeu branco.
Acho que a única coisa que herdei dele foram os braços compridos e a altura.
O verso do cartão estava ilegível, mas consegui decifrar graças a um tratamento digital com meu escaner novo.

Foi então que descobri que o nome da minha bisavó era Maria Elizia da Silva e que ele enviou a cartão da Praça dos Andradas.
Aqui uma foto antiga da tal praça achada na internet.

Nesta época meu avô trabalhava no porto de Santos e esta foto, pelo que escreveu, foi tirada na praça dos Andradas em 15 de novembro de 1926, um feriado no brasil. Era uma segunda feira.
A praça dos Andrades fica bem perto do porto de santos.

Ele deveria morar ali perto, deixou o trabalho, e tirou a foto com o amigo Antônio Meideiros num lambe-lambe da praça, que era conhecida como praça dos Fotógrafos, e até os idos de 1979 ainda existam alguns deles lá.

Diga-se de passagem a boa qualidade da fotos, pois quase 100 anos depois, ela ainda está muito boa.
Eu não sabia, era que meu avô fumava. Observe o cigarro em sua mão. Quando o conheci, já havia parado de fazê-lo.
Ele é este cara mais alto de chapeu branco.
Acho que a única coisa que herdei dele foram os braços compridos e a altura.
O verso do cartão estava ilegível, mas consegui decifrar graças a um tratamento digital com meu escaner novo.
Foi então que descobri que o nome da minha bisavó era Maria Elizia da Silva e que ele enviou a cartão da Praça dos Andradas.
Aqui uma foto antiga da tal praça achada na internet.
Nesta época meu avô trabalhava no porto de Santos e esta foto, pelo que escreveu, foi tirada na praça dos Andradas em 15 de novembro de 1926, um feriado no brasil. Era uma segunda feira.
A praça dos Andrades fica bem perto do porto de santos.
Ele deveria morar ali perto, deixou o trabalho, e tirou a foto com o amigo Antônio Meideiros num lambe-lambe da praça, que era conhecida como praça dos Fotógrafos, e até os idos de 1979 ainda existam alguns deles lá.
Diga-se de passagem a boa qualidade da fotos, pois quase 100 anos depois, ela ainda está muito boa.
Eu não sabia, era que meu avô fumava. Observe o cigarro em sua mão. Quando o conheci, já havia parado de fazê-lo.
Assinar:
Postagens (Atom)