28.8.09

BRAZILIAN WAX

O Brasil é um país com imenso potencial exportador.
Não só dos produtos da sua terra, mas também de alguns costumes, especialmente se estes tem que ver com o corpo e o sexo.
Os biquinis brasileiros já são famosos no mundo inteiro e agora, uma grande coqueluche mundial é o Brazilian Wax. Isto é, a forma com que as mulheres brasileiras depilam sua partes. a CERA brasileira que deixa o pequeno triangulo ou bigodinho na área pubiana.


O sucesso foi tanto que até contra efeito teve. No estado de Nova Jersey, foi proibido a depilação a la brasileira.
Isso porque algumas mulheres foram parar no hospital depois de se submeterem ao processo de tortura capilar.

Os Fans do Brazilian Wax, ou cera brasileira, dizem que isto é muito higiênico e muito positivo pra vida sexual.

Até Victoria Beckham é fan do processo e ela afirma que as meninas de 15 anos deveriam ser obrigadas a se submeterem ao processo.


Mas o processo pode ser muito dolorido, provocar inflamação de pelos e até mesmo sangramento.

As mulheres de Nova Jersey não são as únicas a reclamarem. Também na Australia algumas mulheres foram parar no hospital com problemas de sangramento e infecção.

Depois de um protesto maciço dos salões de beleza de Nova Jersey, o governo estadual voltou atrás e aplicou normas de higiene e exigência de treinamento adequado.


Tá bom, a foto ilustrativa não tem nada a ver com o post, mas é que Neuzinha se negou a colocar a foto do seu brazilian wax aqui.




Olympiaplein, HDR Pentax K 200 D

27.8.09

Pedalando no Pais das Bicicletas .

Entre tantas outras coisas, a Holanda também é o país das
bicicletas.
Um país pequeno e plano, onde é fácil pedalar,.
Todo o país é cortado por uma malha de ciclovias. Elas estão paralelas às todas as ruas,
cruzando calçadas e rodovias. São providas de sinais e sujeitas a
regras de trânsito, como numa rodovia normal.

A bicicleta é então um item indispensável para quem vive nas
cidades. Com exceção dos ganeses, holandeses, brasileiros, egípcios
e antilhanos, todos se juntam na dança circular dos pedais, mesmo no
frio ou às vezes até na chuva.

Os africanos alegam que não vieram da África pra pedalar aqui na
Europa; alegam que, se fosse pra passar a vida pedalando, ficariam
mesmo lá na África.

Outro motivo para o uso da bicicleta é o sistema de transporte
coletivo: caro, complicado e lento.

Para cobrir os cinco quilômetros da minha casa até a casa onde mora
o meu filho (pois pra quem não sabe, sou separado da holandesa com
quem tive um filho), eu tenho que tomar um ônibus, um metrô, (ou
trem) e depois um bonde. Isso leva 45 minutos e custa dois euros e
cinqüenta pra mim e e mais dois euros e cinquenta pro meu filho, ida e volta.
De bicicleta este trajeto leva no máximo 30 minutos.
Assim, vamos nós dois juntos: pai e filho pedalando.
Super rápido. Isso é, quando a criança não resolve empacar pelo caminho, mas nada que uns bons petelecos não resolvam a situação.

Me separei da holandesa, mas não me separei da bicicleta.
bicicletas bicycles tonemapped

Foto tirada no bicletário onde guardo a minha amiguinha.


Hotel das Desilusoes.

Hilton Hotel Amsterdam  PENTAX K 200D

Lembra daquele hotel onde aquele cabeludo e a japonesa ficaram uma semana na cama pela paz do mundo?


Pois é, ele foi assassinado e a paz nunca aconteceu.


No hotel das desilusões, o check in/check out é a meia-noite.




(O Hilton Hotel fica aqui no meu bairro, este é um teste noturno com HDR em preto e branco.)

12.8.09

Formiga Atomica

Atomic Ant
Sempre pronta pra servir a pátria e partir a qualquer momento, seja verão, seja inverno, para o paraíso ou para o desterro.

9.8.09

Viagens com meus joelhos

Meus joelhos, que me levam por aí, são companheiros de muitas viagens:



saco dos limões
Nesta foto, no Saco dos Limões, em Floria(brega)nópolis. Enquanto sentavámos numa cadeira amarela de plástico, tomávamos uma cerveja xixilenta, olhando o povo perdir um xis-galinha.



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Herne, na Alemanha, fomos visitar Beatriz. Hoje, Beatriz está morta. Talvez eu mesmo nunca mais volte lá, mas meus joelhos, eu não sei.



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Em San Malot, na França. A cidade feita de pedras.
Mas a sede é líquida.







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Na avenida Ben Yehuda. O céu era judeu, mas a cerveja era belga.







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Praça da Sé. O coração de São Paulo. O lugar menos indicado pra se visitar em São Paulo, mas é no coração da cidade que os meus joelhos gostam de ir, por motivos antropológicos.




joelho
Em Curitiba, cansados do caos, nos sentamos no Largo da Ordem.


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Em Amsterdam, no café à beira da rua, a paisagem feita de carros estacionados.
O café acaba, mas o tempo não passa.


Fui a Haarlem com a calça poída e acompanhado:


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1.8.09

Deu no jornal.






POESIA DE NICOLAU FLORES NO TEATRO DA UFSC EM FLORIANOPOLIS.

26.7.09

SWOMP

Localidade anarquista: SWOMP, Amsterdam.



SWOMP

Gekraakt terrein in Amsterdam Oudzuid.

21.7.09

A Bicicleta Vermelha

Bicicleta-fiets
A bicicleta vermelha
era do chapeuzinho vermelho?
de uma bicha louca?
Ou do corpo dos bombeiros?

18.7.09

A bicicleta cor de rosa

Bicicleta fiets



A bicicleta da pantera cor de rosa?
De uma bicha louca?
De uma mocinha dengosa?

9.7.09

O tráfico e o Frikandel

Considerando a Holanda um país diametralmente oposto ao Brasil, não
é de se espantar que vivendo aqui, um brasileiro possa vir a aprender
muitas coisas que seriam difíceis de encontrar abaixo da linha
equador.
Na Holanda, por exemplo, não existe o boteco, a vendinha da esquina,
aquela portinha que mais poderíamos chamar de um “buraco na parede”.

A coisa aqui funciona diferente: ao invés da coxinha, existe o
frikandel, ao invés da empadinha tem o krokete e são servidos em
snackbars. Na passagem do florin para o euro, esta parcela do
comércio foi responsável pelo aumento de preços dos mais abusivos. O
que antes custava 1 florin, passou a custar 1 euro i.e. 2,2 vezes
mais caro.
Em Amsterdã, apesar da maioria dos snackbars servirem comida de
qualidade mediana e com atendimento dos piores do mundo.
Ainda bem que foi implementada uma lei contra o fumo em espaço público,
pois até dois anos atrás era muito comum ir-se a estabelecimentos com
gente fumando em espaços pequenos.

Mas Amsterdam ainda conserva o mesmo padrão cocô do
serviço holandês, onde os vendedores que preparam os lanches com a
mesma linda e maravilhosa mão (imunda) que pegam no dinheiro e
fumam; este tipo de estabelecimento, e todos os outros similares de
comida rápida, vão muito bem e ganhando muito dinheiro.
De onde vem essa fonte de renda se a qualidade é tão duvidosa, o
atendimento tão irritante e a higiene tão desleixada?
E esta foi uma das coisas diferentes que eu, aprendi aqui na
Holanda: para minha grande surpresa, descobri que o principal motivo
dos lucros, aquilo que faz o negócio ir pra frente, são os
guardanapos de papel.
No snackbar, no FEBO da vida, no ordinário Mac Donald, no kebab do
egípcio, na barraca do Oliebol, seja qual for o pedido, o balconista
dará sempre apenas UM e ÚNICO guardanapo.
E se o cliente pedir outro, um olhar reprovador cruzará os ares do
estabelecimento e somente mais UM guardanapo será entregue, com uma
educação fria, num ato constrangedor. O cliente então leva pra casa
dedos oleosos e um enorme sentimento de culpa.
Certa vez, eu comprei cinco oliebollen. (Oliebol , traduzindo ao pé
da letra, é bola de oleo). É uma espécie de sonho sem graça, sem
recheio, coberto de açúcar pra disfarçar o gosto do óleo úmido.
Aproveitamos a promoção de apenas um euro e cinqüenta pra toda a
família: a patroa, os três mostrinhos, comumente chamados de filhos,
e eu . Fazemos isso mais pela tradição do que pelo prazer. Ficamos
no frio, pois esta é uma tradição do inverno, esperamos logamente na
fila, pra depois não reclamar que não nos adaptamos às tradições do
país.
A loirice aguada e educada da vendedora apanha um saco, coloca lá as
cinco unidades, e bastante açúcar por cima. Depois coloca UM mísero
guardanapo dentro do saco. Fecha um saco e abre um sorriso.
Cinco oliebollen pra quatro pessoas e UM guardanapo.
Sem que se tenha tempo pra perguntar por mais lenços de papel, ela
já nos dá um “ doei ” e vai atender o próximo cliente. Eu como sou
prevenido já trago os bolsos cheios de guardanapos. Sempre que posso
eu apanho extras, pois conheço a “minha gente”.
Isso porém não evita que antes que se possa tirar os lenços do
bolso, a criança já não esteja coberta de açúcar até os cabelos e as
mãos oleosas, sendo gentilmente limpas na calça nova do pai.
No Brasil não é assim, não. Você pode ir a qualquer lugar que lhe é
servidor MUITOS guardanapos. Sim, eles são mais finos e se
desmancham no ar, mas estão lá, à vontade do freguês.
É por isso, que a renda per capita brasileira é mais baixa que a da
Holanda. O Brasil deve perder milhões por ano em guardanapos,
enquanto os holandeses, devem lucrar horrores.
Ari Carlos, um florianopolitano conhecido meu, que veio morar em
Amsterdã, muito sagaz, como todo florianopolitano, logo percebeu
este detalhe da economia holandesa. Ele então passou a frequentar
locais onde podia apanhar guardanapos de papel livremente. Em pouco
tempo, ele já havia acumulado suficiente para iniciar um tráfico
destes lenços de papel.
Ele criou uma bolsa ilegal de guardanapos no seu apartamento, em
Amsterdã Norte e passou a operar no câmbio negro junto com a máfia
do Suriname , que usava o aeroporto de Schiphol com ponto de
abastecimento.
Mas logo caiu nas malhas da polícia ao ser flagrado apanhado fazendo
ponto de tráfico de guardanapos perto de um restaurante de comida
rápida, que de rápida não havia nada. Ele aproveitava a lerdeza dos
vendedores e a fila enorme e realizava assim, seu tráfico.
Chegou o dia infelizmente que ele foi apanhado. A interpol já estava
ao seu encalço. Uma busca em sua casa apreendeu toneladas do
precioso objeto, armas, (sim, o tráfico de guardanapos é muito
perigoso, imagine-se sendo perseguido por um holandês gordo
atirando-lhe frikandel pelas costas) e milhares de euros.
Com isto fica provado mais uma vez que o crime não compensa e o
melhor mesmo é adaptar-se ao país onde se vive e aceitar as
circunstâncias. Afinal, pra que se importar com seus dedos imundos,
se todo mundo à sua volta também os têm?

7.7.09

Amsterdam vehicle
Quando você me disse que iria fazer minha mudança, eu pensei quer você pudesse carregar algo mais que a minha desilusão com o Ademar.
Eu pensei que além das minhas mágoas, você levaria também o meu colchão de casal e a guarda roupa de pinho.

Mas, está tudo bem, você levou pelo menos, no seu carrinho singelo, todos os anos acumulado de tristeza.

Quem mesmo precisa de um guarda roupas investado de cupim quando se pode rir do barulho estranho a cada curva? e se esquecer que afinal, se deixa uma casa sem toda a mudança, mas pelo menos se diverte com um amigo, sua boa vontade, e seu carro adaptado, pra carregar nada mais do que engradados de cerveja.

6.7.09



Coloquei uma câmera na janela.
Na Janela pus uma câmera.
E deixei rodando minha retina eletrônica.


Ela copiou os momentos de luz
que entravam pela janela
e guardou tudo no disco duro.

Minha inteligência de silicone
re arranjou tudo num arquivo
que ficou exposto no tubo.

5.7.09

Vida à beira do canal


Aquele casal chegou num dia de sol no verão de Amsterdã. Eles
desembarcaram com uma filhota e um moleque sob o céu azul do
Schiphol.
Foram direto pra casinha já os esperando num dos canais da cidade.
Os vizinhos de cima eram de origem africana e falavam francês, e os
de baixo, típicos holandeses. Todos tinham filhos e logo a pequena,
com seus cabelinhos castanhos se juntou ao pixaim dos neguinhos de
cima e com os cachos loiros do batavinho de baixo.
O moleque se misturou aos outros moleques da vizinhança e estava
assentada uma família numa vizinhança alegre e mista, culturalmente
rica, interessante.
Tudo corria perfeito, os papéis todos prontos, o emprego sonhado, o
canal bucólico.
Pra ser mais exato, quase tudo perfeito, pois sempre tem alguma
coisa pra obscurecer a luz da felicidade da gente. E neste caso,
havia baratas.
Baratinhas francesas, como foram chamada por um amigo alemão, que
veio de visita na mansão do sonho.
No começo se desculpavam afirmando que, pelo menos, não eram aquela
baratonas voadoras e enormes do Brasil, mas baratinhas amarelinhas e
minúsculas.
Mas depois, a quantidade aumentou tanto que as baratinhas, não
somente andavam por todos os lados da casa, mas também pelos
pensamentos do casal, o tempo todo.
Não adiantaram as armadilhas de plástico, as chineladas, as
reclamações de toda hora. Os inseticidas holandeses pareciam
deixá-las mais doidinhas. No fim, elas se viciavam e pediam mais.
Tentaram de tudo, mas exterminá-las, nenhum sinal.
Resolveram conviver com a situação, para não ficarem loucos. Mas
mesmo assim, ela jurava que ouviu as baratinhas cantando.
Ele perguntou se ela havia experimentado uma canabis holandesa,
tamanho o delírio que era ouvir baratas cantando. Mas, era verdade
que elas cantavam, sim. Não era só imaginação dela, não. Elas não só
cantavam, em francês, como também dançavam can-can, em animadas
noitadas pela casa enquanto a família dormia.
A cada dia elas ocupavam mais espaço. No começo, passavam pela sala
sem pedir licença, depois já estavam mudando o canal da TV e por
fim, e ficavam até altas horas no computador em salas de conversa
pela internet.
Mas o pior mesmo, foi no dia que ele pegou seu moleque jogando
vídeo-game com uma barata filhote. A criança alegou que o
baratinho ali conhecia todos os truques e “cheats” do seu jogo
preferido.
Ele, até ciúmes das baratas teve, quando ficava esperando-a na cama,
até que ela acabasse a conversa com uma barata macho, grisalho, de
terno e jeans, de conversa fácil. Ele perguntava o que ela via nele,
e ela só respondia, que ele era um “barato”.
O casamento deles já estava por um fio, e numa noite que o barateado
se divertia na sala rindo e cantando, (La cucaracha, ya no puede
caminar, porque no tiene, porque le falta, marijuana que fumar), ele
puxou-a para um lado para conversarem no quarto.
Salvaram o casamento numa noite cheia de declarações. Ela afirmando
que não iria deixá-lo, que ele não se preocupasse, aquilo era só um
ciúme barato, e ela ainda aproveitou pra pedir pra ele parar de
ficar olhando as pernas daquelas adolescentes baratas que cruzavam a
casa. Ele argumentou que era impossível não ver, dado à quantidade
de pernas que possuíam as baratas-mocinhas.
E chegaram também à conclusão de que deveriam fazer algo para
arrumar aquela situação, mas isso vai ficar pra próxima crônica, que
o feijão tá no fogo.

30.6.09

Barcos em Amsterdam



Dia de sol, passeio de Barco. Do meu barco, fotografei este outro.

29.6.09

Sao Paulo

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Caminhando ano passado em São Paulo encontrei essa rua muito bem cuidada.
Nesta rua vivia Leila Abramo, uma conceituada atriz brasileira.

22.6.09

Uma foto por dia

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Quando você não entende nada de uma língua, qualquer letreiro pode parecer interessante, por mais trivial que seja.







Update: Ostrava photo uploaded to the FOTOLOG.

20.6.09

A FABRICA ABANDONADA

ostr



NO CENTRO DA CIDADE
JA NAO PRODUZ MAIS NADA

QUEM ALI TRABALHOU
ESTA APOSENTADO OU MORTO
JA FAZ MUITO TEMPO

A PAREDE DE TIJOLO
ESPERA O PROXIMO PROJETO
COMERCIAL OU RESIDENCIAL
PRA DESABAR PRA SEMPRE

ostrava


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